Como o frio influencia as dores musculares!

Com a chegada do Inverno, são muitos aqueles que se queixam das dores que sentem nos músculos e nas articulações. Nesse sentido, decidimos falar com um profissional de saúde para perceber de que forma o frio influencia as dores que sentimos.
André Oliveira é farmacêutico e, a par disso, jogador de rugby. Esclareceu-nos as nossas dúvidas e deixou ainda algumas recomendações importantes.

P: As pessoas queixam-se muitas vezes que com a chegada do Inverno chegam também as dores. Esta chegada das dores associada ao Inverno fica-se pela sabedoria popular ou há alguma base médica/científica por detrás disto?
R: Sim, a nível médico sabe-se que nesta altura com o frio, com as temperaturas mais baixas, se dá uma vasoconstrição (constrição dos vasos sanguíneos) que faz com que os tecidos fiquem retraídos e isso pode desencadear o processo de dor.

P: E no que diz respeito às dores musculares, estas são também potenciadas pelo frio?
R: Sim, são potenciadas porque com a vasoconstrição há a contração do músculo, existe menor circulação sanguínea, ou seja, vai ser mais difícil o sangue chegar às células e isso vai atrasar o processo de regeneração dos tecidos. Com isto, vamos ter o desencadeamento de uma dor e esta vai demorar mais tempo a passar.

P: O facto de o frio inibir a prática de exercício físico por parte das pessoas, faz com que a sua recuperação muscular seja mais difícil, devido ao músculo estar mais parado e aliado a essa vasoconstrição?
R: Sim, exatamente. Para além disso, não havendo tanta atividade física, aquilo que acontece é que há uma maior acumulação de ácido láctico e ácido úrico. Como também não temos uma circulação tão eficaz, as toxinas demoram mais a ser eliminadas e vão criando pontos de dor nas zonas onde se acumulam, nomeadamente também nas articulações.

P: E no que diz respeito à recuperação muscular no tempo frio? Há alguma diferença? Os músculos levam mais tempo a recuperar se o tempo estiver frio?
R: Sim, por experiência própria sei que os nossos músculos demoram mais a recuperar no tempo frio. Em primeiro lugar porque este tempo frio exige um aquecimento maior e mais prolongado antes de uma atividade física, representando desde logo um maior desgaste para os músculos. A par disto, se não houver uma atividade física regular, os músculos não vão estar preparados para este esforço adicional e há uma maior tendência ao aparecimento das lesões. A temperatura ideal do nosso corpo ronda os 36/37ºC e essencialmente em temperaturas abaixo dos 10ºC, temos mesmo de fazer um aquecimento que ajude o nosso corpo a estar preparado para a prática desportiva.

P: Nesse sentido o que recomenda para as pessoas combaterem estas dores musculares no tempo frio?
R: Recomendo o uso de equipamentos adequados e específicos para a prática desportiva. Ou seja, devemos sempre adequar a prática desportiva aos equipamentos que temos disponíveis, independentemente da época do ano. Nesse sentido, devemos utilizar peças que sejam termogénicas e que ajudam a manter a nossa temperatura corporal de forma a que se previnam as lesões e que seja possível fazer a atividade física sem se sentir desconforto.

P: E relativamente à alimentação, há algum cuidado que recomendes para ajudar a combater o frio e as dores?
R: Acima de tudo tentar consumir bebidas quentes que ajudam a aquecer o corpo, mesmo antes da atividade física para ajudar no aquecimento do corpo e ser assim mais fácil o nosso corpo desempenhar o processo físico. Um dos fatores que contribui para o aparecimento de dores, nomeadamente nas articulações, e que está relacionado com a alimentação, é o consumo de bebidas espirituosas (bebidas alcoólicas). Nesta altura do ano, principalmente as pessoas mais velhas, acabam por se fechar muito em casa e com o frio recorrem muitas vezes a estas bebidas pela sensação que estas provocam de “aquecimento”. O que acontece é que estas bebidas provocam uma acumulação de ácido úrico e isso depois acaba por resultar em dores nas articulações.

Deste modo, e seguindo as orientações dadas pelo André, recomendamos a todos os praticantes de desporto que tenham atenção especial ao processo de aquecimento antes da atividade física e também que apostem no consumo de bebidas quentes e de roupas especializadas que ajudam a conservar a temperatura corporal. Em seguimento com a última intervenção do Paulo, deixamos aqui o alerta para o consumo de bebidas alcoólicas que podem ser um estimulador ao aparecimento de dores musculares e articulares.

Produzido por:
Bionz

Óxido Nítrico, e o Infravermelho Longo

O que é o óxido nítrico?

É uma substância produzida no endotélio (camada interna dos vasos sanguíneos) que promove o relaxamento do músculo liso presente na parede dos vasos sanguíneos, favorecendo a vasodilatação e o aumento do fluxo sanguíneo (Figura 1).

O Óxido Nítrico (NO) atua no músculo como molécula sinalizadora responsável pelo fluxo de sangue, transporte de oxigénio, equilíbrio da glicose, velocidade de contracção muscular, produção de energia e crescimento do músculo.

O óxido nítrico produz-se nas células endoteliais
Figura 1 – Vaso Sanguíneo.

O óxido nítrico no exercício físico

Durante o exercício físico, o trabalho cardíaco aumenta e acontece uma redistribuição do fluxo sanguíneo. Os músculos mais trabalhados durante o exercício são mais abastecidos do que os tecidos inactivos.

Pelo facto do óxido nítrico ser um vasodilatador, significa que irá haver um aumento do fluxo sanguíneo e maior rapidez e eficiência na distribuição do oxigénio e dos nutrientes aos músculos.

A bioestimulação do óxido nítrico fará com que haja um aumento na recuperação e diminuição da fadiga muscular. Os músculos irão receber oxigénio e nutrientes com maior frequência e consequentemente a recuperação será mais rápida.

Durante o treino, os músculos vão esgotando o oxigénio que recebem. Quando deixa de existir oxigénio suficiente, o organismo começa a produzir ácido láctico, e o corpo irá começar a sentir-se mais cansado. Quanto maior a quantidade de oxigénio que conseguirmos levar aos músculos, menor será a quantidade de ácido láctico produzido, e consequentemente menor será a fadiga acumulada sendo a recuperação mais rápida (Figura 2).

O óxido nítrico ajuda a relaxar o tecido muscular liso deixando-o mais elástico
Figura 2 – Maior distribuição de oxigénio e nutrientes aos músculos.

NOTA – Uma vez que a resistência ao exercício físico depende da quantidade de oxigénio que os músculos recebem durante o exercício, um aumento do fluxo sanguíneo atrasará a fadiga muscular.

Óxido nítrico e o infravermelho longo

A Bionz desenvolveu uma biocerâmica denominada TIZNO capaz de irradiar infravermelho longo (3 µm a 14 µm). Esta biocerâmica é incorporada nas fibras do tecido da roupa que passa então a ter a capacidade de absorver calor e irradiá-lo na forma de ondas de infravermelho longo, proporcionando o aumento da temperatura naquele local. Quando o corpo entra em contacto com o tecido, a biocerâmica TIZNO que está incorporada no tecido passa a emitir luz infravermelha longa e desencadeia uma reacção bioquímica que tem propriedades de bioestimulação.

As ondas na faixa de 3 µm a 14 µm estimulam as moléculas da água e fazem com que o organismo produza óxido nítrico, que é um vasodilatador. Este óxido ao estimular a vasodilatação e a consequente melhora da microcirculação sanguínea local, diminui as dores e/ou inflamações (Figura 3).

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Figura 3 – Vasodilatação através do óxido nítrico.

Resumo:

  • A Biocerâmica TIZNO irradia ondas de infravermelho no comprimento de 3 a 14 µm.
  • As ondas estimulam nas células a produção de Óxido Nítrico (NO).
  • O Óxido Nítrico (NO) aumenta o volume dos vasos, melhorando assim a microcirculação sanguínea, trazendo benefícios diversos à saúde como o relaxamento muscular e alívio da dor.
Artigo por:
Eng. Biomédica Micaela Rodrigues

A importância da nutrição no desporto

Melhorar a alimentação é potenciar o rendimento ?

 Você é o que você come!Há quem diga que somos o que comemos, e se assim é, devemos privilegiar uma alimentação cuidada e equilibrada. A comida faz parte do nosso quotidiano, o ato de comer é algo que fazemos repetidamente ao longo dos nossos dias e que, na maioria das vezes, nos dá prazer. Os nutrientes e as vitaminas que adquirimos através dos alimentos são essenciais para que o nosso corpo consiga desenvolver todas as suas funções perfeitamente. A par disto, está comprovado que dietas desadequadas e que privam o corpo da ingestão de determinados alimentos, estão intimamente ligadas a doenças como alguns tipos de cancro ou mesmo pressão arterial elevada (JR, 1984)

No que diz respeito ao desporto e à prática desportiva, não é diferente. A par do rigor, da disciplina, e do empenho que os atletas colocam nos seus treinos, existem outros fatores que são chave para otimizar a performance desportiva.  De entre esses fatores, a nutrição é fulcral, sendo este facto reconhecido por várias organizações (Thomas, Erdman, & Burke, 2016). Uma boa alimentação permite que o corpo obtenha a energia essencial ao bom funcionamento de todos os processos envolvidos na prática desportiva. Contrariamente, um consumo desadequado dos alimentos pode resultar num aparecimento de lesões, num processo de fadiga mais intenso e numa recuperação muscular mais lenta.

Alimentos saudáveisSe considerarmos que o próprio corpo acaba por ser a “ferramenta” de trabalho dos atletas, facilmente percebemos o quão importante é que o corpo tenha as condições necessárias para atingir os objetivos delineados.

Durante um processo de treino físico intenso um atleta pode gastar até 30% da sua reserva energética para 24 horas (JR, 1984) tendo implicações diretas nas necessidades de reposição de água e de substratos energéticos. As proteínas são degradadas, os aminoácidos oxidados e elementos como o sal, o potássio e o magnésio são perdidos em quantidades significativas através do suor (JR, 1984). Tais alterações pedem respostas adequadas, nomeadamente através de estratégias nutricionais que os atletas adotam, e que lhes permitem continuar a treinar ao mais alto nível sem comprometer a qualidade da sua performance (Maughan & Shirreffs, 2012).

Suplementação Desportiva

Atualmente muitos atletas recorrem também a suplementos alimentares que lhes fornecem de forma direta os elementos exatos que necessitam de repor e, ainda que esta prática seja bastante comum no mundo profissional e amador do desporto, a ingestão destes suplementos deve ser feita com prudência uma vez que estes trazem vários riscos associados (Lawrence & Kirby, 2002) (Molinero & Márquez, 2009).
Posto isto, é importante ressalvar que as necessidades de um atleta dependem do seu próprio organismo e também das exigências que este enfrenta e que lhe são impostas pelo desporto que pratica. Desportos de resistência pedem dos seus atletas uma preparação diferente dos desportos de velocidade e o plano nutricional de cada atleta deve ter isto em consideração.
Assim sendo, todos os atletas devem ser acompanhados por um nutricionista que lhes saiba identificar as principais necessidades e a forma mais adequada de responder aos desafios impostos.

Referêcias
JR, B. (1984). Nutrition and sports performance. Sports Medicine, 1(5).
Lawrence, M., & Kirby, D. (2002). Nutrition and Sports Supplements: Fact or Fiction. Journal of clinical gastroenterology , 35(4), 299-306.
Maughan, R., & Shirreffs, S. (2012). Nutrition for sports performance: issues and opportunities. The Proceedings of the Nutrition Society , 112-9.
Molinero, O., & Márquez, S. (2009). Use of nutritional supplements in sports: risks, knowledge, and behavioural-related factors. Nutrition Hospitalaria, 24(2), 128-34.
Thomas, D., Erdman, K., & Burke, L. (2016). Position of the Academy of Nutrition and Dietetics, Dietitians of Canada, and the American College of Sports Medicine: Nutrition and Athletic Performance. Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics, 116(3), 501-528.

Artigo por:
Beatriz Dias, (Licenciada em Biologia Aplicada).