O Infravermelho Longo e a recuperação muscular

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Basta começar com os treinos e exercícios pesados que logo surgem as dores intensas em diversos músculos corporais.

Geralmente, esta dor tende a desaparecer depois de 24 a 48 horas após o treino, mas infelizmente em algumas pessoas as dores podem persistir durante uma semana inteira originando um grande desconforto.

As dores sentidas após a realização de treinos intensos geralmente são causadas pelo acúmulo de ácido láctico nos músculos exercitados. O ácido láctico nada mais é do que um “produto” que provoca as dores musculares aquando a realização de um esforço excessivo na prática de qualquer exercício físico.

Quando o organismo realiza um esforço para o qual o nível de oxigénio que inspiramos não é suficiente, começa a formar-se o dito ácido, também conhecido como lactato (Figura 1).

Figura 1. Ciclo da geração de fadiga muscular

Através de uma alta tecnologia japonesa, pesquisadores desenvolveram uma onda que simula as características mais benéficas dos raios solares, idênticas aos raios infravermelho longo emitidos pelo sol no início das manhãs e
nos finais de tarde.
Sabe-se que a radiação infravermelha na faixa do longo promove diversos benefícios terapêuticos, como:
aumento da microcirculação, redução de edemas e aumento da mobilidade dos fluidos corporais.

Existem linhas de vestuário inteligentes irradiadores de infravermelho, produzidas com uma tecnologia inovadora onde micro partículas cerâmicas são incorporadas nas fibras têxteis do produto, partículas estas que permanecem na peça mesmo após sucessivas lavagens. Esta nova tecnologia, quando em roupa aderente ao corpo e em contacto com o calor da pele, excita as micropartículas do interior do tecido as quais devolvem ao corpo radiação no infravermelho longo.

O infravermelho penetra em várias camadas da pele (Figura 2), entre 4 a 5 mm, transferindo energia que estimula as células a auto regularem o metabolismo térmico do corpo melhorando desta forma o desempenho dos atletas.

Figura 2 – Esquema das várias camadas da pele em contacto com o tecido inteligente.

Como resultado da ação do infravermelho longo temos a redução do ácido láctico (causador da fadiga muscular), redução de cãibras, aumento do rendimento, e da resistência física. A fadiga física é causada devido à inactividade das moléculas de água do corpo. A ineficiência na mobilidade dos fluidos do corpo afecta a circulação sanguínea, o suprimento de oxigénio e o metabolismo como um todo. Devido à capacidade do infravermelho longo activar e estimular as moléculas de água, o metabolismo é significativamente acelerado, eliminando as toxinas das células e reduzindo a fadiga.

Por:
Eng. Micaela Rodrigues
(Engenheira Biomédica)

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